Bahia é líder do Nordeste em geração de emprego no mês de março

Em março de 2018, em relação ao saldo de postos de trabalho com carteira assinada, a Bahia (+4.151 postos) ocupou a primeira posição entre os estados nordestinos e a sexta no conjunto das unidades federativas. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), no Nordeste, além da Bahia, apenas outros … Leia Mais



Prorrogadas as inscrições para editais do Bahia Produtiva


Estão prorrogadas, até o próximo dia 11 de abril, as inscrições para os editais do projeto Bahia Produtiva de Qualificação de Agroindústrias e voltados para a inclusão produtiva de Comunidades Quilombolas e Povos Indígenas. Com a prorrogação as associações e cooperativas As outras etapas do processo de seleção permanecem como está previsto nos editais disponíveis no site (www.car.ba.gov.br) da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

Os editais direcionados às Comunidades Quilombolas e Povos Indígenas, respectivamente, têm investimento de R$ 9 milhões cada, totalizando R$ 18 milhões. A finalidade é prestar apoio técnico e financeiro a projetos voltados de implantação e gestão de ações de sustentabilidade ambiental, segurança hídrica, alimentar e nutricional das famílias beneficiadas.

Já o edital de Qualificação de Agroindústrias da Agricultura Familiar, no valor de R$ 20 milhões, tem a finalidade de recuperar unidades agroindustriais que estão com dificuldade de funcionamento. Os recursos serão aplicados diretamente nas associações e cooperativas e contemplarão ações de estruturação e funcionamento de agroindústrias geridas por organizações produtivas da agricultura familiar e economia solidária, com investimentos em infraestrutura, produção, beneficiamento e comercialização, além de apoio à gestão.


Inscrições de propostas
As inscrições continuam abertas até o dia 11 de abril. As Manifestações de Interesse deverão ser preenchidas no formulário disponível no site da CAR (www.car.ba.gov.br). As dúvidas podem ser esclarecidas pessoalmente nos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAFs), unidades da SDR em todos os Territórios de Identidade da Bahia.

 

Alianças Produtivas

Outro edital lançado pelo Governo do Estado, no último mês de fevereiro, é o de Alianças Produtivas Territoriais, que segue com as inscrições abertas até o dia 04 de maio. Esse edital, no valor de R$ 60 milhões, é o primeiro na Bahia que tem como foco a relação comercial das cooperativas da agricultura familiar e empresas privadas, incentivando a inclusão no mercado e as oportunidades de negócio. Os recursos e investimentos serão direcionados para as cooperativas que poderão melhorar seus processos de gestão, aquisições de equipamentos mais eficientes, desenvolvimento de novos produtos, entre outros resultados. (ASCOM)



O percentual mínimo de utilização do cacau nos chocolates é tema de audiência no Senado Federal


Contagem regressiva para chegada da Páscoa, evento comercialmente associado à venda de chocolates, foi tema amplamente debatido na audiência pública, nesta quarta-feira (21/3), na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal. Quinto maior consumidor e sétimo produtor mundial de cacau, o Brasil fechou 2017 com 216 mil toneladas produzidas, segundo o IBGE. O setor movimenta 14 bilhões de reais por ano e 83% do total nacional da produção vêm dos estados do Pará e Bahia.

O objetivo da audiência, solicitada pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), foi debater os rumos da produção agrícola e industrial do cacau e do chocolate, e também a tramitação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 93/2015, de sua iniciativa, que estabelece percentual mínimo de 35% de cacau puro nos chocolates e seus derivados, produzidos e comercializados no Brasil. O projeto também torna obrigatória a informação do percentual total de cacau nos rótulos desses produtos.

De acordo com Jerônimo Rodrigues, secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), que participou da mesa debatedora, a cadeia produtiva do cacau passa por um momento de transformação: “Estamos num período de transição e construção de um novo momento, em que os produtores de cacau passaram a ser protagonistas, porque na condição de produtores de amêndoa, antes acompanhava-se, no máximo, a saca de cacau subir no caminhão, e depois, não se sabia para onde ia aquela colheita”.

Rodrigues informou que atualmente o cenário se modificou e vem sendo reforçado com investimentos do Governo da Bahia. Ele ressaltou que R$10 milhões estão sendo destinados à dinamização produtiva do processo de pós-colheita: “Uma audiência dessa natureza ultrapassa a utilização de 35% de cacau no chocolate, nosso debate é muito mais do que isso, estamos tratando de uma pauta de segurança alimentar e nutricional, que influencia no Produto Interno Bruto (PIB), geração de trabalho decente e a valorização dos produtores de pequenas propriedades, que detêm 80% da produção cacaueira na Bahia. A cadeia produtiva do cacau é estratégica para o desenvolvimento regional e nacional”.

A senadora Lídice da Mata destacou a necessidade de valorizar a produção local: “Nós temos que inverter essa lógica, se quer consumir um bom chocolate devemos comprar aqui no nosso país, pois quem produz cacau somos nós e estamos provando que temos chocolate de qualidade. Na Bahia, verificamos o crescimento do mercado de chocolate, que também já está inserido na merenda escolar e ofertado nos principais mercados de consumo. Eu sou uma entusiasta do chocolate”, afirmou.

Lanns Almeida, diretor do Instituto Biofábrica de Cacau, enfatizou que é preciso primeiro diferenciar o que é um chocolate de verdade, do doce feito com essência de chocolate, pasta de amendoim, gordura hidrogenada ou baunilha: “ As pessoas não podem nesse mundo moderno comer algo diferente daquilo que está na embalagem e a proposição da Senadora é extremamente salutar, para informar ao consumidor o que realmente ele vai adquirir”.

Segundo Almeida, outro ponto que merece atenção é o fato de que a Bahia desenvolve uma tecnologia de cultivo cacau há mais de 270 anos: “O mundo atualmente busca um desenvolvimento sustentável, que a Bahia já vem fazendo há séculos com o sistema cabruca. A gente produz água, conserva solo, produz ar de qualidade e preserva vida. É uma ação da cacauicultura sul baiana, intrinsicamente ligada à agricultura familiar. Temos, aproximadamente, 37 mil famílias produzindo nesse sistema, desse número, cerca de cinco mil são assentamentos. Nosso desafio é ampliar a adesão do cultivo pelo modo cabruca para impactar a base produtiva e gerar mais emprego e renda”.

Mais sobre a audiência 
A audiência foi desenvolvida em duas partes: para o primeiro painel os convidados foram Guilherme Moura, presidente da Câmara Setorial do Cacau; Antônio Cesar Costa Zugaib, pesquisador da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac); Lanns Almeida, diretor geral do Instituto Biofábrica de Cacau; Jeronimo Rodrigues, secretário de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia; e Cristiano Santana, secretário Executivo da Associação Cacau Sul Bahia.

O segundo painel, realizado à tarde, contou com a participação de José Vivaldo Souza de Mendonça, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia; Marco Lessa, presidente da Costa do Cacau Convention Bureau; Gerson Marques, presidente da Associação do Chocolate do Sul da Bahia; Patrícia Moles, executiva do mercado de Cacau e Chocolate do Instituto Arapyaú; Cristiano Villela, diretor executivo do Centro de Inovação do Cacau; e Ubiracy Fonseca, presidente da Associação Brasileira da Industria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB).


Embrapa abre inscrições para curso na área de solos


Estão abertas as inscrições para o Curso Boas Práticas Agrícolas: procedimentos de amostragem do solo, análise e interpretação, que vai ser ministrado de 17 a 19 de abril na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Coordenado pelo pesquisador Mauricio Coelho, o treinamento é destinado a técnicos de assistência técnica e rural (Ater), graduados e estudantes de Ciências Sociais. São disponibilizadas 30 vagas. “O objetivo é apresentar as boas práticas agrícolas relacionadas ao solo, além dos procedimentos corretos de amostragem e interpretação dos resultados de análises de laboratórios para realizar o manejo mais adequado do solo e da água na propriedade agrícola”, explica o pesquisador Maurício Coelho, coordenador do treinamento
O diagnóstico da fertilidade do solo é fundamental para o planejamento e implantação de um empreendimento agrícola e para a tomada de decisões ao longo dos ciclos de cultivo. Por isso, as atividades do curso estão divididas em três grandes temas: Técnicas de amostragem de solo para análises químicas, Análises químicas de solo para fins de recomendação de adubação e Técnicas de amostragem de solo para análises físicas.
As aulas vão ser ministradas em auditório, no campos experimentais, no Laboratório de Física do Solo e no Laboratório de Solos e Nutrição de Plantas. Os instrutores são Mauricio Coelho, Ana Lúcia Borges, Francisco Alisson Xavier, Laercio Souza e Náfez Bittencourt.
 
 
Serviço:
Evento: Curso Boas Práticas Agrícolas: procedimentos de amostragem do solo, análise e interpretação
Período: 17 a 19 de abril de 2018 (8h às 17h)
Local: Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA)
Número de vagas: 30
Investimento: 250 reais (profissionais liberais, empresas e estudantes de pós-graduação) e 150 reais (estudantes de graduação)
Programação: http://bit.ly/2HADN5H
Informações: telefone (75) 3312-8144 ou e-mail [email protected]
 
 
Léa Cunha (DRT-BA 1633)
Embrapa Mandioca e Fruticultura
Telefone: (75) 3312-8076 Fax: (75) 3312-8015

Embrapa promove oficina sobre Reniva em Cruz das Almas


Transferir conhecimentos teóricos e práticos sobre a Rede de Multiplicação e Distribuição de Material Propagativo de Mandioca com Qualidade Genética e Fitossanitária (Reniva) é o objetivo de oficina que a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai realizar nesta quarta-feira (21 de março), das  em suas instalações.
Com inscrição gratuita, o evento é direcionado a agentes de assistência técnica rural (Ater), de Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (Setafs), Serviços Municipais de Apoio à Agricultura Familiar (Semafs) e profissionais interessados.
Iniciado em 2011 na Bahia, o Reniva visa solucionar uma das maiores dificuldades dos pequenos produtores de mandioca – a de encontrar material propagativo (mudas) de qualidade para a lavoura. “A finalidade da rede Reniva é aumentar a quantidade de mudas geradas a partir de plantas matrizes com qualidade comprovada para, com foco principalmente no pequeno agricultor, contribuir na estruturação da cadeia da mandiocultura, de forma a minimizar os efeitos da baixa produtividade”, afirma Herminio Rocha, um dos coordenadores da rede, que vai explicar, por meio de palestra, o funcionamento da rede.
A técnica da multiplicação rápida da mandioca, utilizada no processo de obtenção de mudas, vai ser apresentada por Herminio e pelo engenheiro agrônomo José Raimundo Ferreira, da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), que atua na Unidade, com ênfase na clonagem e na conservação do material como oportunidade de negócios para o produtor.
 
O que é o Reniva
O Reniva pode atender tanto pequenos agricultores familiares quanto para os grandes agricultores das principais regiões produtoras de mandioca em todo o país. Trata-se de uma estratégia para promover efetivo ganho de qualidade e produtividade no sistema de produção da mandioca, ao promover maior sustentabilidade e competitividade para esta cultura e disponibilizar manivas (mudas) em quantidade suficiente e nos períodos de maiores demandas, em função das melhores épocas de plantio. A ideia nasceu a partir do trabalho da equipe de transferência de tecnologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura.
O processo de produção de mudas tem início no Laboratório de Virologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura, com a indexação (análise laboratorial que verifica a presença ou não de vírus na planta) das duas principais viroses que ocorrem no Brasil. As plantas básicas livres de pragas e doenças são, então, encaminhadas para Instituto Biofábrica de Cacau, em Ilhéus (BA), onde são multiplicadas in vitro. Em todo o processo, a muda leva em torno de 14 meses até estar apta para plantio pelo maniveiro, como é chamado o produtor de manivas-semente, figura nova na cadeia produtiva da mandioca, instituída pelo Reniva. Mais informações sobre o evento: (75) 3312-8144 e [email protected]    Ascom.