Cozinha semi-industrial é inaugurada na comunidade do Bom Gosto

A comunidade do Bom Gosto, na zona rural de São Felipe, ganhou, neste sábado, uma cozinha semi-industrial, que será utilizada pela população local para o processamento de alimentos e incentivando o aumento da produção é o desenvolvimento da localidade e de todo o entorno. Cerca de 150 famílias serão beneficiadas com o equipamento, que trará … Leia Mais


Polícia Civil encaminha veículos a CIRETRAN de Cruz das Almas na primeira fase da “Operação Descanso Merecido”


Com o apoio da Prefeitura Municipal de São Felipe, mais de quarenta motos foram encaminhadas a CIRETRAN de Cruz das Almas, abrindo espaço no pátio da Delegacia de Polícia da Cidade para novas apreensões.

Em uma nova fase da operação, a Polícia Civil de São Felipe, em parceria com a Polícia Militar, se prepara para intensificar a fiscalização, principalmente aos crimes provocados a partir de som automotivo e motocicletas.

Após receber inúmeras reclamações da pacata população São Felipense, acerca da perturbação ao sossego provocada principalmente por som automotivo em volume excessivo e motocicletas provocando ruídos desproporcionais, sobretudo nos finais de semana, as Polícias de São Felipe decidirão planejar operações, no sentido a coibir os excessos.

Inicialmente é bom deixar claro que em nossa sociedade existe uma crença de que a produção de ruídos é permitida até às 22 horas. No entanto, é uma crença falsa, já que nossa legislação o barulho ou ruído é proibido em qualquer horário, podendo haver mudanças apenas em sua intensidade.

Um outro esclarecimento que se faz, é que para a configuração da Contravenção Penal de Perturbação ao Sossego, não é necessário a prova com o medição por decibelímetro, que só é indispensável para o crime de poluição sonora, tipificado na Lei de Crimes Ambientais.

O que ocorre muitas vezes é que, uma pessoa, a pretexto de se divertir, acaba invadindo com seus ruídos, o modo de vida de outrem, que se vê compelido a interromper uma leitura, um descanso, um lazer ou mesmo um trabalho.

Os Policiais Militares são orientados a usar o “Bom Senso”, e a ordem inicial é para que seja cessada esta conduta por parte do infrator.

Será confeccionado o Termo Circunstanciado e encaminhado as partes para a delegacia de Polícia, ante a constatação da veracidade da denúncia, podendo ainda haver a apreensão do veículo, que só será liberado por Alvará Judicial.

Por fim, é bom esclarecer, que o objetivo não é o de cercear a liberdade de trabalho ou lazer das pessoas, mas esclarecer e garantir que estas atividades sejam efetuadas dentro das normas de convivência pacífica, para que todos possam usufruir de melhor qualidade de vida e evitar conflitos que possam terminar até em crimes extremos.



SÃO FELIPE-BA: CONHEÇA HA HISTÓRA DO MAJOR CARLOS MOURA E ALBUQUERQUE


CARLOS MOURA E ALBUQUERQUE, nascido em 20 de janeiro de 1890, na FAZENDA ENGENHO MEDRADO, no MUNICIPIO DE SÃO FELIPE-BAHIA, filho do CORONEL AUGUSTO MOURA E ALBUQUERQUE e a Sra. MARIA DA CONCEIÇÃO DA ROCHA MEDRADO E MOURA. Seus irmãos, CAPITÃO AUGUSTO MOURA E ALBUQUERQUE FILHO, LAURA MEDRADO E MOURA, ROSA MEDRADO E MOURA, MARIA JOSÉ MOURA E ALBUQUERQUE, ALZIRA MOURA E ALBUQUERQUE

O MAJOR, era possuidor de varias fazendas, como por exemplo a Faz. Engenho Medrado Faz. Jenipapo e a Faz Molagem que se localizava no sertão baiano. Como pecuarista dedicava-se a cria e engorda de gado bovino, como agricultor dedicava-se a cultura de cana-de-açúcar e matéria prima para seu alambique, como comerciante dedicava-se ao comercio de compra e venda de café e fumo, que eram exportados para Europa, como industrial, era possuidor de um alambique, onde fabricava uma das mais renomadas cachaças da região “LILITA”.

Casado foi com MARIÁ AMÉLIA DE CONI E MOURA, cariosamente chamada de DONA MARIÁ, filha CORONEL JOÃO ANTONIO DE CONI, (Italiano), grande liderança política do MUNICIPIO DE CONCEIÇÃO DO ALMEIDA e grande exportador de fumo fino para Europa.

Iniciou carreira política aos 22 anos de idade, foi eleito vereador no ano de 1912, onde foi membro do Conselho Municipal (Câmara dos Vereadores) da VILLA DE SÃO FELIPE de 1912 a 1915, tendo como companheiros de bancada, os vereadores: JOSÉ TIBURCIO DE SOUZA, MARCELINO MACHADO BARBALHO, JOSÉ ANTONIO DA SILVA, JOSÉ BERNADINO DE SANTANA, MANOEL CUPERTINO DE SOUZA, PADRE JOSÉ LOURENÇO BARBOSA DOS SANTOS, e Intendente (PREFEITO) DO MUNICIPIO DE SÃO FELIPE: MANOEL FRANCISCO DOS PRAZERES (MAJOR PRAZERES).

Em 30 de dezembro de 1915, afastou-se da vida política em virtude de divergências ocorridas no âmbito político e pessoal, envolvendo o grande chefe político, CECILIANO DA SILVEIRA GUSMÃO, que foi intendente (PREFEITO) por dois períodos, Presidente do Conselho Municipal (Câmara de Vereadores) por varias legislaturas, e que dominava a política em SÃO FELIPE, com muita habilidade e presteza e também foi Deputado Provincial (Estadual) por varias legislatura. (OBS.: CECILIANO DA SILVEEIRA GUSMÃO foi seu padrinho de batismo), decorrente a divergências políticas e pessoais se tornaram inimigos ferrenhos.

Em 07 de abril de 1929, o MAJOR CARLOS MOURA retorna a política e é eleito VEREADOR pelo sufrágio direito para ocupar uma cadeira do Conselho Municipal (CÂMARA DE VEREADORES) do MUNICIPIO DE SÃO FELIPE, empossado, em 22 de junho de 1929.

Em 20 dezembros de 1929, bastante adoentado e enfermo, morre o CORONEL CECILIANO DA SILVEIRA GUSMÃO, Presidente do Conselho Municipal (CÂMARA DOS VEREADORES), ficando o MAJOR CARLOS MOURA E ALBUQUERQUE, como o seu substituto na Presidência do Conselho Municipal (CÂMARA DOS VEREADORES).

Em 28 de dezembro de 1929, assume o cargo de Intendente (PREFEITO), em lugar do CORONEL BEVENUTO RÔMULO NOYA, que renúncia.

Em 05 de janeiro de 1930, foi nomeado pelo Interventor Federal do Estado da Bahia (Governador) Dr. VITAL SOARES, para continuar no cargo de Intendente (PREFEITO) do MUNICIPIO DE SÃO FELIPE.

Em 24 de junho de 1931, no cargo de Intendente (PREFEITO) o MUNICIPIO DE SÃO FELIPE, perde sua autonomia política e administrativa e é anexado ao Município vizinho de MARAGOGIPE, pelo decreto Lei nº. 7.455 de 23 de junho de 1931.

Sabedor da tal noticia o MAJOR CARLOS MOURA, viaja de imediato a SALVADOR, em audiência com o Governador da Bahia Dr. Artur Neiva, do qual se incompatibiliza por discordar com a tal lei injusta, volta contrariado para SÃO FELIPE, e contando com o apoio de todos os seus amigos e conterrâneos inclusive o JORNAL O ESCUDO SOCIAL, que lutaram e fizeram com que o Senhor Interventor Federal (Governador da Bahia) DR. ARTUR NEIVA, revogasse o Decreto-Lei injusto que penalizava e humilhava os brios do povo sanfelipense.

E por ignorar esse tal decreto e recusa-se a entregar o cargo de Intendente (PREFEITO) e também os livros fiscais da PREFEITURA ao então Intendente (PREFEITO) do MUNICIPIO de MARAGOGIPE, o Sr. ANISIO MALAQUIAS, que veio especialmente a SÃO FELIPE, com esta incumbência e por ordem expressa do INTERVENTOR DA BAHIA (GOVERNADOR) Dr. ARTUR NEIVA.

Em solidariedade a postura assumida pelo MAJOR CARLOS MOURA, em defesa dos interesses de sua terra, os comerciantes e indústrias em geral de SÃO FELIPE, paralisaram suas atividades, fechando-as suas portas e deixando-os, portanto de recolher impostos devidos a Coletoria Federal, causando desta forma grande prejuízo ao erário publico. Em consequência destas atitudes assumidas e suas constantes desobediência em não recolher ao tal decreto lei injusta, decretaram-lhe a prisão por ordem expressa do GOVERNADOR DA BAHIA, do qual não se compatibilizava.

A sua prisão ocorreu na VILA DA MOMBAÇA, onde se encontrava na oportunidade na casa do CORONEL JOÃO DE CONI, seu sogro e conduzido para a VILA DE CONCEIÇÃO DO ALMEIDA, e recolhido a casa de detenção. Sem ter ninguém que ousasse requerer um “habeas-corpus”, a seu favor, a sua prisão foi a mais suave das prisões, nem o próprio foi capaz de pedir sua liberdade.

Em 08 de julho de 1931, pelo Decreto-Lei nº. 7.479, é revogado o Decreto-lei injusta, que anexava o MUNICIPIO DE SÃO FELIPE ao MUNICIPIO DE MARAGOGIPE, sendo desta forma restituída ao MUNICÍPIO DE SÃO FELIPE, a sua autonomia soberana, política e administrativa, voltando por tanto á condição de MUNICÍPIO prospera de organização administrativa perfeita e de um passado histórico mais notáveis.

Em 08 de julho de 1931, vitoriosos na sua luta em prol da independência política e administrativa da sua querida terra, é libertado da prisão onde se encontrava e retorna a São Felipe para ocupar o cargo de prefeito, sendo recebido pela comunidade sanfelipense em uma manifestação calorosa nunca vista na época, sendo conduzido pelas ruas até a Prefeitura nos braços do seu povo orgulhosamente.

Em dezembro de 1935, a cidade de São Felipe, é invadida por grupos de integralistas revolucionários, fortemente armados que queriam semear a desordem, sendo impedidos e recebidos à bala de rifles e expulsos da cidade de São Felipe sob o comando do MAJOR CARLOS MOURA e seus amigos, Dr. CESAR CALDAS, JOSÉ BATISTA, ROQUE DE ISIDORA, e outros companheiros. O fato foi comunicado ao Interventor Federal (Governador da Bahia), TENENTE JURACY MAGALHÃES, que providenciou de imediato para enviar para São Felipe, armas cuja finalidade era de defender a cidade a sua gente e democracia.

Em setembro de 1937, São Felipe sofre outra invasão de surpresa, pelo mesmo grupo revolucionário, que contava com grande número de simpatizantes na cidade de São Felipe, fortemente armado invadiram a residência do prefeito MAJOR CARLOS MOURA, fazendo-o de refém, exigindo a sua renúncia, o que não foi aceita em sua residência situada na Rua Góis Calmon, e sim na prefeitura de São Felipe, sendo conduzido pelas ruas da cidade sob a mira de fuzil até a prefeitura, onde foi efetivado o termo de renúncia.

Ilegalmente o grupo revolucionário empossou como novo Intendente (Prefeito) de São Felipe o integralista Sr. TEOFELO NOYA, governo este que durou pouco tempo em função do golpe de estado em novembro de 1937, impetrado por GETULIO VARGAS, que assume a presidência da Republica.

Em seguida o MAJOR CARLOS MOURA, invade a Prefeitura e expulsam aqueles que tomaram o cargo, voltando desta forma ao seu cargo de prefeito, voltando tudo a normalidade.

Em novembro de 1937, MAJOR CARLOS MOURA renúncia ao cargo de Intendente (Prefeito) em solidariedade a renúncia do Tenente Juracy Magalhães do cargo de Interventor Federal (Governador da Bahia) seu amigo pessoal, por discordar de GETULIO VARGAS em dissolver o Congresso Nacional, Câmeras de Deputados e Câmaras de Vereadores de todo território brasileiro. O pedido de renúncia do MAJOR CARLOS MOURA não foi aceito pelo novo Interventor Federal (Governador da Bahia) CORONEL ANTONIO DANTAS, ficando no cargo até 1942, com apoio sempre do Governador da Bahia Dr. Landulfo Alves.

Inaugurou-se no dia 29 de outubro de 1932, o serviço telefônico da “companhia de energia elétrica da Bahia” que teve como diretor nesta zona distrital o Dr. GASTÃO PDREIRA, presentes numerosas presenças de pessoas, desta e de outras localidades, o Ilustríssimo MAJOR CARLOS MOURA usou concisas palavras e inaugurou o serviço telefônico, que começou logo a funcionar, fazendo a comunicação a diversos lugares, compartilhando de alegria o povo sanfelipense se sentiu satisfeito com esta inauguração. Fizeram presença com pequenos discursos os senhores: EDGAR TUPINAMBA (prefeito de Afonso Pena, atual Conceição do Almeida); JOSÉ REBOCAS (sócio da firma Santos & Cia.) e o Sr. GASTÃO PEDREIRA. A Lyra sanfelipense, abrilhantou o ato de inauguração; e na residência do MAJOR CARLOS MOURA, foi oferecido presentes e diversas bebidas.

Ao amanhecer do dia 11 de março de 1934, a Vila amanheceu com aspecto festivo, primando entre artística engalanagem, majestoso arco triunfal, levando em frente ao Prédio Escolar e cujo cimo si lia expressiva legenda: “Salve Juracy Magalhães”. Em todas as ruas mais importantes se via elegante embandeiramento e o povo se movimentando para assistir o ato solene da inauguração. Ao meio-dia, vindo da zona de Nazaré, aproveitando o longo trecho da rodovia já construída, apontava a esta Vila, o Dr. ÁLVARO NAVARRO RAMOS, digníssimo Secretario da Agricultura do Estado, que vinha aguardar o Senhor Interventor. Por cerca das 14h00minh S. exercia, o TENENTE JURACY MAGALHÃES, era festivamente recebido nesta Vila, pelas autoridades da comuna e grande massa popular que prorrompeu em uníssonos vivas a mais alta autoridade estadual. Os colégios, com respectivos titulares e com elegante vestimenta compareceram com cerca de 180 alunos, dando mais otimista impressão de galhardia e disciplina. Em frente ao Prédio Dr. RENATO DE MOURA MEDRADO, e em nome do diretor, saudou S. exercia o venerando Dr. Teófilo Pinheiro digno Presidente do Partido Social Democrático loca. Sendo felicíssimo em sua brilhante oração. Depois usou a palavra em importante discurso que deixou a melhor das impressões, o MAJOR CARLOS MOURA, esforçado prefeito deste Município, que em nome de seus munícipes agradeceu ao TENENTE JURACY MAGALHÃES, o apoio dado à realização daquela obra e o convidou a cortar a fita simbólica e penetrar no edifício para o ato inaugural. S. exercia, cortou a fita que vedava a entrada principal e acompanhado pelos presentes sobe a escadaria sob a intensa chuva de flores e confetes atirados pelas mãos gentis da infância de São Felipe, agradecida ao benemérito Chefe do Estado. Dentro, em um Salão o Dez. CIRILO LEAL, saudou a S. exercia, como orador oficial da solenidade o Dr. CEZAR CALDAS, que em longo e vibrante discurso, falou das diversas fases da construção do Prédio; das virtudes cívicas do nosso conterrâneo Dr. RENATO DE MOURA MEDRADO, paraninfo do Prédio em inauguração; da ação dos governos municipais e estaduais que realizarão a efetivação e a doação a este povo de mais um suntuoso edifício a embelezar nossa cidade, terminou saudando ao Interventor que, em seguida, usou da palavra e longamente falou do seu governo; da impressão que recebera inaugurando a casa da instrução e elogiando a ação do prefeito que muito se esforçará para terminação do Prédio há muito iniciado e com as obras paralisadas há bastante tempo. As suas últimas palavras foram abafadas com estrepitosa salva de palmas e com os acordes da Lira Sanfelipense, que envergando seu custoso fardamento tomou parte em todos os atos solenes da inauguração. Também em nome do professorado, discursou a professora MARIA ITAPARICA, que foi bastante aplaudida. Depois foram percorridas todas as outras salas e gabinetes, providos de ótimos mobiliários escolar, em novo estilo. Logo depois se movimentou imenso préstito em direção da residência do MAJOR CARLOS MOURA, onde foram servidas Champagne e outras bebidas finas, detendo-se os convivas e vivas palestras até as 17h00minh, quando o TENENTE Interventor benemérito de São Felipe, deixou a Vila, debaixo de grandes aclamações populares. Novamente com os colégios reorganizou-se préstito que rumou ao Prédio, onde com as escolas formadas em grande quadrado, foi ao som do Hino Nacional, cantado pelas as crianças e executado pela Lira, efetuados a cerimônia dos arreamentos das bandeiras auriverde e baiana, que desde cedo tremulavam nos mastros do Prédio Escolar Dr. RENATO DE MOURA MEDRADO.

Em 1934, o governo do MAJOR CARLOS MOURA eram dados os progresso do trabalho, de construção da barragem do rio copioba, que dará força motriz a iluminação da vila.

Foi uma obra que mereceu todo entusiasmo do povo sanfelipense, a prefeitura economizou verbas de iluminação para emprega-as, intactas, na compra de turbinas, que fará jorrar luz, muita luz, a inventoria auxiliou com o investimento o impedimento tão necessário à construção da barragem. O termino da construção da barragem foi no final do governo do MAJOR CARLOS MOURA.

MAJOR CARLOS MOURA efetivou diversos calçamentos no município, dentre eles a pavimentação da atual rua padre Sena, (antiga Rua do Riachão) construiu vários chafarizes com a finalidade de gerar abastecimento de água a população, reformou a Prefeitura Municipal, manteve o jornal Escudo Social com edições semanais com seu parque gráfico até a sua gestão, manteve também a filarmônica a Lira São-Felipense, construiu vários prédios escolares na zona rural, construiu pontes em vários pontos da cidade, reabriu varias ruas, com o recuso próprios doou um terreno para construção do asilo dos necessitados, no mesmo local foi iniciado pela prefeitura a construção de um hospital que não chegou ao final e a obra ficou abandonada por vários anos, no mesmo local funciona hoje o colégio Cinecista, reaproveitado por gestor Municipal, e outros. Constituiu as estradas São Felipe X Nazaré das Farinhas, São Felipe X Conceição do Almeida, inaugurou os correios e telégrafos, facilitando a comunicação com outros municípios e a capital, construiu sete açougues, todos azulejados com água encanada e dentro dos padrões exigido pela fiscalização da época, reformou o mercado municipal. O MAJOR CARLOS MOURA lutou e venceu heroicamente a conquista da demarcação territorial de nosso município, impedindo desta forma que cidades circo visinhas se apossem das terras sanfelipense. Construiu diversos mata burro na zona rural do município.

Fundou juntamente com sua esposa D. MARIÁ AMELIA DE CONI E MOURA á Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de São Felipe. Sendo presidente D. MARIÁ MOURA, que doou um terreno e construiu com recursos próprios a sede da associação da qual tinha muito orgulho deste trabalho social implantado.

Com a ajuda do então Deputado Estadual seu primo, JOSÉ MEDRADO, que conseguiu verbas e equipamentos, para Associação de Proteção a Maternidade e Infância de São Felipe, com a denominação de Posto de Puericultura MAJOR CARLOS MOURA (MATERNIDADE), com vários leitos, onde eram feitas também pequenas cirurgias, um gabinete odontológico bem aparelhado e outros serviços assistenciais, tais como distribuição aos mais carentes: de leite em pó, sapatos e roupas que eram enviadas pelo seu outro primo Deputado Estadual Augusto Viana.

Fundou Também o Cube da mãe, com varias maquinas de costura, onde as mães se especializavam a arte costureira. Foi inaugurado no ano de 1949, e teve a presença ilustre de seu primo o Deputado Estadual Dr. José Medrado.

Com a gestão do então presidente do qual preferimos não citar nome, houve-se uma mudança na razão social e finalidade da associação, que passou por uma reelaboração e foi implantado o Clube Recreativo de São Felipe, que foi muito mal elaborado, e que hoje se encontra em estado vergonhoso, sucateado e ineficiente para o assistencialismo social, culminando-se desta maneira o algoz do projeto e sendo desta maneira fatalmente apagadas todas as bem feitorias notórias pela entidade primordia.

O MAJOR CARLOS MOURA integrava na época a mais expressiva dominância política da região, sua família esta vinculada a nobreza e historia do Império até a Republica, valendo destacar os seguintes membros: Seu avô, o CORONEL ANTONIO CARLOS DA ROCHA MEDRADO, foi um dos emancipadores e membro do Conselho Municipal (Câmara de Vereadores) da Vila de São Felipe, Intendente (PREFEITO) e foi Deputado provincial por Três (3) legislatura.

Seu pai: CORONEL AUGUSTO MOURA E ALBUQUERQUE foram também um dos emancipadores e Intendente (PREFEITO) da então Vila de São Felipe. Seu tio Ilustríssimo Dr. MARCOLINO DE MOURA E ALBUQUERQUE, foi Deputado Provincial por varias legislaturas e Senador da Republica, teve como colega de bancada ilustríssimo Dr. Ruy Barbosa. Seu tio o TENENTE-CORONEL DE INFANTARIA, MARCELINO DE MOURA E ALBUQUERQUE, teve supra importância tornando-se herói da Guerra do Paraguai comandou um batalhão de voluntários, que saiu do município de Rio de Contas com destino ao Paraguai, alem de intimo era um dos melhores amigos do poeta e escritor CASTRO ALVES, que era ligado por laços familiares aos MOURA MEDRADO. Seu tio: O BARÃO “JOSÉ EGÍDIO DE MOURA E ALBUQUERQUE”, (1º primeiro e único BARÃO DE SANTO ANTONIO DA BARRA), foi também CORONEL da Guarda Nacional e 1º Intendente (PREFEITO) do município de Condeúba, Deputado Provincial e Geral do Império, e Deputado Federal na Republica. Agraciado barão com o titulo de Barão de Santo Antonio da Barra por ter custeado a ajuda às vítimas da peste em Rio de Contas, pelo imperador do Brasil D. PEDRO II em 10 de agosto de 1889. Seu tio: O BARÃO “JOAQUIM DE MOURA E ALBUQUERQUE” (BARÃO DE VILA VELHA). Título concedido por D. Pedro II, em 17 de maio de 1873, era comendador da Ordem de Cristo. Seu primo: Dr. ELÍSIO DE MOURA MEDRADO, medico e professor da escola de medicina da Bahia (UFBA), como Deputado Estadual, exerceu mandato de 1935 á 1951, sendo líder Na Assembleia Legislativa como titular das Comissões: Educação, Cultura e Arte (1947-1948) e Saúde Pública e Assistência Social (1949-1950). Destacou-se também em um pequeno arraial do qual era sua terra natal pertencente ao município de Santa Terezinha, onde foi homenageado tendo esse arraial sido emancipado e passado a cidade com seu nome, “MUNICÍPIO DE ELÍSIO MEDRADO”.Seu primo: CORONEL FRANCISCO JOSÉ DA ROCHA MOURA MEDRADO, prefeito de Maracás. Seu primo OSCAR DE MOURA MEDRADO prefeito de Amargosa. Seu sogro: CORONEL JOÃO ANTONIO DE CONI, Intendente prefeito do município de Conceição do Almeida, forte liderança na produção de fumo fino para Europa. Seu cunhado: Dr. PEDRO CONI NETO, prefeito do município de Conceição do Almeida por diversas legislaturas. Cunhada, D. LUCIA BORGES CONI, prefeita do município de Conceição do Almeida. Seu primo Dr. JOSÉ MEDRADO VAZ SANTOS, Eleito prefeito de Santa Terezinha. Eleito deputado estadual por diversas legislaturas consecutivas. Exerceu atividade profissional empresário comercial e pecuarista nos municípios de Santa Terezinha e Elísio Medrado-BA; fundador, diretor e vice-presidente da Baiana Veículos e Máquinas S/A – BAVEIMA; diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, 1956-1962; secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, abr.1963 – abr.1964; conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia – TCE, 1967-1985; vice-presidente do TCE, 1972-1973 e presidente, 1974-1975; membro do Lions Clube Salvador Norte; diretor do Banco do Estado da Bahia – BANEB; representante da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE. Teve um papel importantíssimo quando Dep. Trouxe diversos recursos para o município de São Felipe. Seu primo: Dr. JOSÉ LANDUFO DA ROCHA MEDRADO, foi Deputado provincial por varias legislaturas. Seu Primo: SEBASTIÃO LANDUFO DA ROCHA MEDRADO, Deputado Estadual por varias legislaturas. Seu Primo: AUGUSTO RIBEIRO VIANA (DEP. AUGUSTO VIANA), Industrial, Proprietário da Fabrica de tecidos empório industrial, onde era enviados fardos e mais fardos de tecido para distribuição aos mais carentes do Município de São Felipe, foi Deputado Estadual e Federal por diversas legislaturas e grande parceiro do Município juntamente com CARLOS MOURA. Seu Primo e cunhado: CORONEL MANOEL JUSTINIANO DE MOURA MEDRADO foi Intendente (PREFEITO) do Município de Santa Terezinha. Seu tio: APIO CLAUDIO DA ROCHA MEDRADO foi Intendente (PREFEITO) do Município de Santa Terezinha. Seu Bisavó: Dr. FELIX RIBEIRO DA ROCHA MEDRADO, Deputado Provincial por varias legislaturas, atuou como juiz de justiça nos Municípios de Rio de Contas e Cachoeira. Seu sobrinho, Dr. RENATO DE MOURA MEDRADO, medico e Tenente das forças armadas, revolucionário de 1930, morreu heroicamente por liderar tal movimento que se propagava na Bahia. Logo após seu nome foi cravado na memória do povo baiano, foi homenageado com a implantação de seu nome em alguns prédios públicos e ruas, inclusive uma rua da capital Salvador. Seu primo: o TENENTE-CORONEL da Guarda Nacional LANDUFO DA ROCHA MEDRADO, conduziu tropas das quais saíram da região diamantina com destino a guerra do Paraguai onde morreu lutando heroicamente por sua pátria, na batalha de Tuiutí. Seu primo: CORONEL ANTONIO LANDUFO DA ROCHA MEDRADO, o lendário CORONEL DOUCA MEDRADO, que foi grande liderança política na Chapada Diamantina, onde se destacou também na exploração de diamantes e outras pedras preciosas, foi sogro do CORONEL HORACIO DE MATOS, e este grande liderança na região da Chapada até a até a revolução de 1930.

Após sua morte, foi aberta uma enorme lacuna na configuração política de São Felipe. Pois a sociedade sanfelipense havia perdido um filho ilustre do qual se desempenhou a todo o momento buscar com dedicação e amor o melhor para sua terra. O MAJOR CARLOS foi um combatente glorioso e deixou marcas e lembranças em que nem mesmo o tempo pode apagar. Deixou forte herança política desde sua morte, Foi homenageado tendo sido colocado o seu nome na praça de maior importância no município de São Felipe, uma forma em que o gestor da época encontrou de consolidar seu nome na historia.

Faleceu aos 57 anos, em 13 de outubro de 1956, na cidade de Salvador, no Hospital das Clinicas e sepultado na cidade de São Felipe com honras, deixando os seguintes filhos do seu primeiro relacionamento com a SENHORA MARIA TEODORA DA SILVA. CLÓVIS DA SILVA, BERÍLO DA SILVA, WALTER DA SILVA, ANTÔNIA DA SILVA, MARIA DE LURDES DA SILVA E EDITE DA SILVA.

Filhos deixados do casamento com a senhora MARIÁ AMELIA DE CONI E MOURA. DR. GERALDO AUGUSTO DE CONI E MOURA, LURDES MARIA DE CONI MOURA ABUDD, LAURO DE CONI E MOURA, ANTONIO CARLOS DA ROCHA MEDRADO, VANDA MOURA BARREIRAS DE ALENCAR, ALMIR ALBANO DE CONI E MOURA, LUCIA RAIMUNDO MOURA MATTOS, SERJO VALENTE DE CONI E MOURA, JOSÉ EDUARDO DE CONI E MOURA, DINÁ DE CONI E MOURA, TERESINHA DE CONI E MOURA MARTINS, LINDA ROSA CONI REGIS DE SOUZA.

FONTE: ESCUDO SOCIAL:

PESQUISA E OBRA: SÉRGIO VALENTE DE CONI E MOURA