Alexandre de Moraes recua e revoga censura a reportagem sobre Toffoli

Moraes constatou a existência do documento sigiloso, mas ressaltou que ‘ilicitude’ merecerá ‘regular investigação’ (Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação)’ O ministro Alexandre de Moraes revogou, nesta quinta-feira, 18, sua decisão que havia censurado a revista Crusoé e o site O Antagonista pela reportagem sobre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Em seu despacho, Moraes afirma que é “inexistente qualquer apontamento no documento … Leia Mais




Senado arquiva CPI da Lava Toga, mas Davi é pressionado e recua

Foto: Senado Federal Diante da pressão de seus pares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prometeu levar a plenário “oportunamente” a discussão sobre criar ou não uma comissão parlamentar de inquérito para investigar integrantes de Cortes Superiores, a chamada CPI da Lava Toga. Um recurso sobre a matéria havia sido arquivado pelo Senado na … Leia Mais


Justiça manda soltar o ex-deputado Luiz Argolo


                                          O ex-parlamentar, que cumpria pena na Bahia, foi condenado por ter recebido propina de empresas fornecedoras da Petrobras,

O ex-deputado federal Luiz Argolo (SD-BA), condenado na Operação Lava Jato, em 2015, a 12 anos e 8 meses de reclusão, foi solto nesta terça-feira (16). O ex-parlamentar, que cumpria pena na Bahia, foi condenado por ter recebido propina de empresas fornecedoras da Petrobras, enquanto exercia mandato de deputado. Ele foi sentenciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na última sexta-feira (16), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu que Argolo pode parcelar o pagamento de R$ 1,9 milhão, relativo à soma da multa penal mais a reparação do dano, durante o período de cumprimento da pena. (Politica Livre).




Partiu Estágio seleciona 2,5 mil universitários em novas convocações


Foto: Reprodução

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração (Saeb), realiza duas novas convocações para o Programa Partiu Estágio nesta quarta-feira (17). A informação foi divulgada pelo governador Rui Costa durante o #PapoCorreria, transmitido pelas redes sociais, na noite desta terça (16). Ao todo, 2.544 estudantes universitários deverão se apresentar em até dez dias úteis, prazo que termina no dia 2 de maio. Deste total, 1.129 se inscreveram para o primeiro edital do programa, lançado em janeiro deste ano. Os outros 1.415 estudantes participam do segundo edital, criado no mês de março para reforço escolar na rede estadual de ensino – e que continua com inscrições abertas até 25 de abril. A convocação será encaminhada ao candidato por e-mail, o mesmo cadastrado no sistema de inscrição do programa. As convocações, organizadas de acordo com os editais, poderão ser consultadas no site institucional da Saeb. Os convocados para o primeiro edital, estudantes de cursos presenciais das instituições estaduais, federais e privadas da Bahia, irão atuar em 62 órgãos de 49 municípios. Já a convocação para o segundo edital – destinada a alunos de cursos presenciais e EAD de Letras, Matemática e Educação Física – é para a Secretaria da Educação do Estado, com atuação em todo o estado. É importante ressaltar que a vaga de estágio é garantida apenas com a entrega de toda documentação exigida, dentro do prazo de dez dias úteis, com previsto nos dois editais. A lista de todos os documentos pode ser consultada em edital, disponível no site do programae também na página institucional da Saeb. Esta mesma lista será encaminhada ao selecionados pelo e-mail de convocação. Quem não entregar toda a documentação, ou não se apresentar no período estipulado, perderá a vaga de estágio.

Sobre o programa 

O Partiu Estágio é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso a oportunidades de estágio a estudantes universitários de instituições estaduais, federais e privadas com sede na Bahia e que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho. É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada. Desde o lançamento, em abril de 2017, já foram contratados mais de 7,7 mil universitários para atuar no serviço público baiano.

Confira abaixo a documentação necessária:

– Comprovante de residência;- Original e cópia da Carteira de Identidade;- Original e cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF);- Original e cópia de Carteira de Identidade do representante legal, ou do Termo de Guarda expedida por autoridade judicial, se for o caso;- Declaração da Instituição de Ensino informando semestre letivo, duração do curso, percentual cursado, turno de estudo, curso de formação e sua modalidade presencial (Anexo II do Edital);- Comprovante de matrícula e frequência da Instituição de Ensino;- Declaração própria de que não exerce atividade remunerada em órgão público;- Original e cópia do Título de Eleitor, se for o caso; – Original e cópia do Certificado de Reservista, se for o caso;- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);- Comprovação de inscrição no Cadúnico, se for o caso;- Histórico escolar do Ensino Médio ou declaração emitida pela instituição de nível médio, no caso dos candidatos que tenham sido selecionados pelo critério de ter estudado todo o Ensino Médio em Escola Pública ou como Bolsista integral;- No caso de pessoas portadoras de deficiência, deverá ser apresentado um relatório médico comprovando a deficiência. (Secom – Secretaria de Comunicação Social)




Damares diz que na ‘concepção cristã’ mulher deve ser ‘submissa’ ao homem no casamento


                       A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, durante audiência na Câmara — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse nesta terça-feira (16) que dentro da sua “concepção cristã” a mulher deve ser submissa ao homem no casamento. Damares deu a declaração durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara. Ela foi questionada pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) sobre se a mulher deveria ser submissa ao homem. Damares então afirmou que, dentro da doutrina cristã, o homem é o líder do casamento. “Dentro da doutrina cristã, sim. Dentro da doutrina crista, lá dentro da igreja, nós entendemos que um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder do casamento. Então essa é uma percepção lá dentro da minha igreja, dentro da minha fé”, declarou Damares. A ministra disse que isso não significa que todas as mulheres devem ser submissas e “abaixar a cabeça para o patrão, para o agressor e para os homens que estão aí”. “Isso não me faz menos capaz de dirigir este ministério. Não me faz mais incompetente. É uma questão de fé lá dentro do meu segmento”, complementou.

Posse de armas

Durante os debates na comissão, a ministra foi perguntada também sobre a possibilidade de se aumentar o número de feminicídios com o decreto de Jair Bolsonaro que flexibilizou a posse de armas. A ministra tergiversou e não respondeu. Damares afirmou que gostaria de deixar suas “intenções pessoais sobre desarmamento para um segundo momento”. “O que nós podemos fazer é um debate bem técnico. sobre o impacto disso na violência contra a mulher. Não dá para dizer ainda se impactou. É tudo uma expectativa de que pode aumentar. Mas o homem mata com dentes, com mão, com pau. A violência contra a mulher se configura de diversas formas”, disse a ministra.

Aborto

A ministra reforçou sua posição contrária ao aborto, mas afirmou que sua posição não vai nortear as políticas do ministério. “Tenho tantas coisas para fazer naquele mistério que o tema aborto eu não vou fazer essa discussão. É discussão do Parlamento e agora do Judiciário”, afirmou. Para Damares, um país sem estupro levaria à queda no número de abortos. “Quero um Brasil sem estupro, porque se não tivermos estupro, não vamos ter mulher lá no serviço de saúde pedindo para fazer o aborto”, disse.

Audiência pública

Em sua fala inicial, Damares apresentou slides com a estrutura do ministério, organograma, listou as secretarias e as funções de cada uma. Disse que o ministério trabalha no aperfeiçoamento do ligue 180. A ministra afirmou que o atendimento é pequeno e o retorno menor ainda. “Precisamos melhorar esse canal. Ele ainda é um ligue 180. Como o disque 100 ainda é um disque 100. Estamos tentando trabalhar com uma tecnologia mais avançada. Porque não o WhatsApp? Por que não um telefone diferente? Por que não usar as redes sociais?’’, afirmou. Segundo a ministra, a Avon procurou o ministério e vai capacitar suas vendedoras para identificar sinais de agressão em mulheres quando estiverem vendendo seus produtos, dentro do programa “Salve uma Mulher”, lançado pela pasta. A ministra também se queixou da falta de dinheiro da pasta e pediu ajuda das deputadas. “Temos muitos desafios? Temos. Temos pouco dinheiro? Temos pouquíssimos dinheiro. O Orçamento está chegando na Casa. Contamos com a parceria das parlamentares”. A ministra afirmou ainda que é preciso buscar as mulheres que as políticas públicas não alcançaram, e citou as mulheres indígenas e as ciganas. “Precisamos alcançar as mulheres ciganas. Essas mulheres existem. Essas mulheres quando entram no shopping no Brasil os seguranças vão tudo atrás. Só por que tem a saia mais colorida do que a da minha filha”, declarou. (G1/Ba)




Datafolha: 61% dos brasileiros consideram trabalho da Lava Jato ótimo ou bom


                                                                Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil

Levantamento nacional feito pelo instituto Datafolha entre os dias 2 e 3 deste mês e divulgado hoje (14) aponta que a maioria dos brasileiros aprova o trabalho feito pela Operação Lava Jato. Dos 2.086 entrevistados em 130 municípios brasileiros, 61% deles consideram ótimo ou bom o andamento da operação. Já outros 18% entendem que o desempenho é regular e 18% o avaliam como ruim ou péssimo.

O levantamento aponta ainda que o índice de ótimo ou bom de apoio aos trabalhos da força-tarefa é maior na região Nordeste, onde atinge 69%, e menor no Nordeste, onde chega a 53%, mantendo-se, entretanto, como o maior percentual de opiniões. (Metro1)




Rodrigo Maia é o primeiro-ministro’, diz líder do PSL


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Adriano Machado / Reuters

“Rodrigo Maia é o primeiro ministro. Se a reforma da Previdência passar, é mérito dele”. “O grande atrito que existe hoje no governo, as caneladas do presidente, são influência desse filósofo Olavo de Carvalho”.

“Ninguém vai votar no governo porque o Bolsonaro tem olhos azuis. Ele precisa fazer um carinho na cabeça do parlamentar”.

Os tiros são da pistola 380, com 19 munições, do deputado federal Delegado Waldir, líder do partido do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Ele os disparou, sem dó, em quatro horas de entrevista ao Estado, em seu gabinete, entre a tarde e a noite da última segunda-feira, dia da queda do ministro da Educação. “Você nunca viu na história um líder do partido do presidente firme e independente como eu”, disse. “Todas as pessoas mostram a ele só o ótimo. E eu mostro o amargo, o fel”.

O ótimo aí, para o líder do PSL, é dizer ao presidente da República que ele tem 308 votos na Câmara – número minimamente suficiente para a aprovação de emendas constitucionais como a da previdência. “Ele tem, estourando, 100 votos”, afirmou o Delegado Waldir. E deu um exemplo: “O parlamento é a namorada, o presidente é o namorado. Ele viu a menina. E em vez de dizer “oi meu amor, minha querida”, disse “nossa!, hoje você está uma bruaca”.

Waldir Soares de Oliveira tem 56 anos, três filhos do primeiro casamento, dois netos, e uma bebê de dois meses, do segundo casamento. É homem de 200 camisas, 200 gravatas e 60 ternos, disse. Já escapou, sem um arranhão, de um capotamento de carro com perda total. Tem um hobby que poucos conhecem: viajar pelo mundo desde os 45 anos. “Conheço uns 100 países”, contou. Citou a Europa inteira, toda a América Latina, parte dos Estados Unidos, parte da Ásia, e outros. Seu país preferido é a Itália, terra da avó materna. Viaja uma ou duas vezes por ano, por conta própria, com a mulher e/ou os dois filhos que moram com ele. “Eu mesmo pesquiso e procuro as opções mais baratas”, afirmou.

Está no terceiro mandato. No primeiro, pelo PSDB, em 2010, era suplente e assumiu por cinco meses. No segundo, 2014, foi o deputado federal mais votado de Goiás. Saiu do PSDB, entrou no PR e depois no PSL. Ganhou fama quando perguntou ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha – até hoje preso – se ele tinha conta no exterior. Na terceira eleição, ano passado, teve um novo recorde de votos.

Barba propositalmente sem fazer, o deputado-delegado, ou vice-versa, define-se como “extremamente polêmico”. E é. Paranaense de Jacarezinho, teve infância pobre, trabalhou duro desde menino – foi engraxate e preparador de mudas de café, por exemplo -, e formou-se em Direito. Foi, primeiro, escrivão concursado de polícia. Depois passou num concurso de delegado para a Polícia Civil de Goiás, e para lá mudou-se. Fez barulho no cargo, foi acusado de arbitrariedades, bateu de frente com a Polícia Militar – “os oficiais da PM de Goiás me odeiam”, diz, com orgulho.

Em 2016 tentou a prefeitura de Goiânia, mas perdeu. Passou a odiar o ex-governador Marconi Perillo, para ele o responsável pela derrota. Hoje está a poucos metros de uma colisão com o governador Ronaldo Caiado – a quem apoiou na eleição recente. “Ele está esquecendo os amigos mais fiéis que teve na campanha”, disse. “A deslealdade não tem preço”, avisa.

O delegado-deputado, ou vice-versa, usa sempre um coldre no cinto das calças – como se viu no bafafá da última terça-feira, na sessão da Comissão de Constituição e Justiça, quando alguns colegas o acusaram de estar armado. Não estava.

Terra – Luiz Maklouf Carvalho, enviado especial