Tempos modernos na corrupção eleitoral

Para quem não conhece a crueldade da política, por não morar em um bairro popular e nunca ter vivido em uma cidade pequena, vai aqui um exemplo atual e ilustrativo da realidade. “Muitas pessoas escutam coisas como: seja candidato, você é conhecido, competente, as pessoas confiam em você e sabem da sua capacidade de trabalho, … Leia Mais


Após críticas, Ciro diz que foi mal interpretado em fala sobre Lula e MP

Foto: Fabio Motta/Estadão Após ser criticado por juristas e analistas, o candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) afirmou que as declarações de que, se eleito, colocaria o Judiciário e o Ministério Público de volta em suas “caixinhas” foram tiradas de contexto para gerar intrigas. Na ocasião, também disse que o o ex-presidente Lula “só teria chance de sair da … Leia Mais


Tribunal Regional Eleitoral da Bahia absolve prefeito de Canavieiras

Foto: Reprodução / Blog Paulo José Condenado por abuso de poder econômico em virtude de suposta distribuição de combustíveis e arrecadação ilícita de recursos financeiros, o prefeito de Canavieiras, Dr. Almeida (PPS), foi absolvido na tarde desta quarta-feira (25). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) julgou o recurso apresentado pelo gestor que havia sido cassado pelo … Leia Mais


Marina critica aliança de Alckmin com centrão: ‘Dilma de calças’

Foto: Reuters Apré-candidata ao Planalto Marina Silva (Rede) comparou Geraldo Alckmin (PSDB) com a ex-presidente Dilma Rousseff em sua primeira transmissão ao vivo pelo Facebook: “O Alckmin já é uma espécie de Dilma de calças”. Marina criticou a aliança do tucano com o centrão e comparou com as parcerias firmadas por Dilma nas eleições de 2014, quando a petista … Leia Mais


Temer minimiza mensagem de Marun sobre Ciro ser ‘débil mental’


Temer minimiza mensagem de Marun sobre Ciro ser ‘débil mental’

Foto : Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer (MDB) minimizou a mensagem do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), que chamou o presidenciável Ciro Gomes (PDT) de “débil mental”. “O MDB é um partido muito eclético. Vocês sabem disso. E cada um tem as suas opiniões . […] O Marun, como emedebista antigo, mandou na verdade uma mensagem por zap por um grupo de contatos. Ele até brincou ontem [segunda] que, se ele soubesse que viria a público, teria dito outras palavras em relação a um pré-candidato à Presidência da República”, afirmou, durante a cúpula da Aliança do Pacífico em Puerto Vallarta, México. Em um grupo do WhatsApp do MDB, Marun disse que o apoio do “centrão” ao tucano Geraldo Alckmin ocorreu após o governo Temer impedir a migração do grupo para “o débil mental” Ciro Gomes. (M1)





Otto diz que Wagner candidato a presidente seria ‘o ideal para a Bahia’


Otto diz que Wagner candidato a presidente seria 'o ideal para a Bahia'

Foto: Manu Dias / GOVBA

O senador Otto Alencar (PSD) definiu a possível candidatura do ex-governador Jaques Wagner à Presidência da República pelo PT como “o ideal para a Bahia”. O nome de Wagner é ventilado pelo partido como um possível substituto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito pelo Planalto. Segundo o senador, antes de ser preso, Lula teria acenando para o nome de Wagner em um jantar no Palácio de Ondina durante a realização do Fórum Social Mundial, em Salvador, no ano passado. Apesar das sondagens, Wagner se mostra disposto a manter sua candidatura ao Senado Federal pela Bahia. (BN)





Em seu primeiro discurso como candidato, Bolsonaro diz não ser salvador da pátria


Em seu primeiro discurso como candidato, Bolsonaro diz não ser salvador da pátria

Em seu primeiro discurso como candidato à Presidência da República pelo PSL, o capitão reformado Jair Bolsonaro fez um afago a gays, mulheres, negros e nordestinos, ao pedir união, ao mesmo tempo em que a ideologia é um mal tão grave quanto a corrupção. Logo nos primeiros minutos de quase uma hora pela qual discursou, ele afirmou não ser o salvador da pátria, mas ao final usou o dito “Deus não chama os capacitados, capacita os escolhidos” para dizer que não entende de economia. Nesse momento, ele mencionou seu principal conselheiro na área, o economista Paulo Guedes. Em evento realizado no Rio de Janeiro, o PSL oficializou o deputado federal como seu candidato ao Palácio do Planalto. O nome de seu vice ainda não foi formalizado, embora a advogada Janaína Paschoal, uma das favoritas para o posto, estivesse presente. Bolsonaro repetiu várias de suas falas que vem fazendo desde que se filiou ao PSL em março deste ano. Ele voltou a criticar o centrão – bloco formado por DEM, PP, SD e PR – e a esquerda, a quem culpou pelos problemas atuais do país. Ele voltou a falar que indicará um militar para comandar o Ministério da Defesa caso seja eleito e destacou que os militares terão papel de importância em eventual governo. “Irmãos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, vocês serão reconhecidos no meu governo. Vocês são atacados diuturnamente, acusados dos maiores absurdos por essa esquerda que está ai porque vocês são o último obstáculo para o socialismo”, disse.

Como promessa de campanha, falou em acabar com estatais, prometeu reverter a lei da palmada e a emenda constitucional que trata de temas fundiários, dizendo que a esquerda não respeita propriedade privada porque nunca trabalhou. Ao longo do discurso, afirmou diversas vezes que seu nome não agrada a imprensa, e foi acompanhado pela plateia de fãs, que concordava e gritava críticas a grupos de comunicação como “Globo lixo”. “Eu sou o patinho feio nessa história, mas tenho certeza que seremos bonitos navegantes”, afirmou. Com dificuldades de firmar alianças políticas, e com seu vice ainda indefinido, Bolsonaro falou sobre o fato de estar isolado na corrida presidencial como motivo de orgulho. “Nós temos que fazer esse Brasil grande. Para fazer esse time campeão, o seu chefe não pode estar devendo nada para partido politico nenhum”, afirmou, embora tenha tentado negociar a vaga de vice em sua chapa com o PR de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão. O presidenciável disse ainda que para indicar nomes para eventuais ministérios, não levará em conta questões de diversidade. “Ministério tem que ter critério de competência. Não interessa cor, religião”. Ao fim de sua fala, Bolsonaro culpou a esquerda e o PT por dividirem o país. Em resposta, pediu a união entre o Sul e Nordeste do Brasil, entre brancos e negros e homens e mulheres. “Vamos unir brancos e negros, homos e héteros, ou trans também, não tem problema.” Sem mencionar exatamente quais programas, criticou a televisão brasileira por exibir conteúdo que chamou impróprio e que ajudam a destruir a cabeça de crianças em apenas dez minutos.

Criticado por posturas consideradas preconceituosas, o candidato do PSL vem tentando adaptar seu discurso, mas ao se referir a um cearense que conheceu em viajem ao exterior, chamou de “cabeça chata”. “Esse pessoal cabeçudo está em tudo qualquer lugar”, afirmou. “Minha filha tem em suas veias, sangue de cabra da peste”, disse, mencionando que o sogro é nordestino. Contra a fama de misógino, Bolsonaro tentou fazer um aceno às mulheres, dizendo que vai ter políticas voltadas para mães solteiras, ao mesmo tempo, atribuiu às mulheres o papel de responsáveis pela educação de crianças e disse “o que realiza uma mulher é um filho”. O candidato disse ainda que o país não aguenta mais quatro anos de PT ou de PSDB e que sua equipe quer “trazer a solução para o Brasil”. “Algo tão ou mais grave quanto à corrupção é a questão ideológica que tomou parte do Brasil”, disse, ao apontar os problemas atuais. Ao longo de toda sua fala, o deputado fez diversas citações a Deus, se disse cristão, casado com uma evangélica e que eles vivem bem. Frase estampada no salão onde foi realizada a convenção, ele repetiu trecho da Bíblia de João. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” “O Brasil precisa de verdade, não precisa de marqueteiros, não precisa de centrões, não precisa de demagogos e populistas. O Brasil só quer uma coisa: a verdade”, afirmou. (por Talita Fernandes e Italo Nogueira | Folhapress)


Aposta de Geraldo Alckmin é ir para 2º turno com o PT


Aposta de Geraldo Alckmin é ir para 2º turno com o PT

 

Três dias antes de o centrão chancelar o apoio a seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin (PSDB) fez o cálculo político mais importante de sua pré-campanha: como de costume, resolveu esperar. Desistiu de um encontro que estava marcado para a segunda-feira (16) com Álvaro Dias (Podemos), que também concorre à sucessão de Michel Temer. Na conversa reservada, ofereceria ao ex-colega de partido a vaga de vice na sua chapa à Presidência. Avaliou, porém, que o movimento -inicialmente programado para evitar um possível isolamento partidário- poderia romper de vez suas pontes com o chamado centrão. Naquele momento, o grupo formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade ainda estava dividido entre avalizar Alckmin ou apoiar Ciro Gomes (PDT), em uma jogada que levaria o bloco a um campo pouco vivenciado por ele: a esquerda. A habitual paciência do ex-governador de São Paulo, atrelada a conversas individuais que teve com dirigentes do grupo no início da semana, surtiram efeito. Na tarde de quinta-feira (19), o centrão decidiu fechar acordo com o tucano. O acerto deu sobrevida à candidatura de Alckmin e força à sua principal tese: o candidato apoiado pelo ex-presidente Lula desidratará Ciro Gomes e a disputa deste ano será, mais uma vez, polarizada entre PT e PSDB. Em sua segunda tentativa de chegar ao Planalto, Alckmin considera que precisa recuperar o espaço que perdeu para Jair Bolsonaro (PSL), principalmente no eleitorado jovem e rico, se quiser voltar à tradicional formatação das eleições presidenciais desde 1994 -e a aliança com o maior bloco de partidos entre os concorrentes pode ajudá-lo. Com estrutura nos estados, prefeitos e parlamentares engajados na campanha, além dos cerca de 4 minutos e meio que terá na propaganda eleitoral na TV, Alckmin acredita que vai conseguir sair dos 7% que tem há meses nas pesquisas. Na ponta dos levantamentos, pretende encontrar, no meio de setembro, o adversário petista lançado e apoiado por Lula, que, preso há três meses em Curitiba, lidera as pesquisas com 30%. Os cotados como plano B do PT, Fernando Haddad e Jaques Wagner, têm apenas 1% quando Lula não aparece na disputa, mas o potencial de transferência de votos do ex-presidente é significativo. Segundo o Datafolha, 30% das pessoas dizem votar em um candidato apoiado por ele, enquanto 17% afirmam que talvez votariam. A aliados Alckmin admite que a estratégia do PT de levar a candidatura de Lula até o limite, a despeito do veto imposto pela Lei da Ficha Limpa, é “a melhor possível”, porque preserva de ataques dos adversários o nome que será escalado para substituir o ex-presidente nas urnas. Além disso, o tucano acredita que, quanto mais perto do primeiro turno, mais eficaz será o potencial de transferência de votos do petista. A aposta de Alckmin é pragmática: em um eventual segundo turno contra o PT, ele receberia parte dos votos de Bolsonaro -que hoje lidera a corrida ao Planalto na ausência de Lula-, principalmente pelo discurso antipetista. O tucano acredita que, em uma eleição tão fragmentada como esta, será muito difícil um nome alinhado à esquerda ficar fora do segundo turno. Para duelar com esse personagem, no entanto, precisa de impulso para chegar ao primeiro pelotão das pesquisas. A receita, dizem seus auxiliares, além do amplo tempo de TV, será atacar frontalmente Bolsonaro, apontando contradições e mostrando o que dizem ser “nítido despreparo” do capitão reformado. Alckmin pediu que sua equipe fizesse uma espécie de inventário de fracassos da ditadura militar, exaltada por Bolsonaro como um período em que o país crescia com ordem social. O tucano quer um levantamento sobre o número de estatais daquela época, além dos índices de inflação, que dispararam na década de 1980, no fim da ditadura. Com o material em mãos, pretende atacar sistematicamente o presidenciável do PSL e mostrar inconsistências em seu discurso, reforçando que ele não está preparado para governar o país. Até agora, aliados e parte do mercado -antes simpática ao PSDB- estavam céticos quanto à viabilidade do ex-governador de São Paulo. Além do centrão, o tucano deve ter o apoio de PSD, PTB, PPS e PV e, assim, somar os valiosos 4 minutos e meio na TV. O PT, por ora sozinho, tem perto de 1 minuto e 35 segundos. (Folhapress)


Estudo revela gasto de R$ 173 bilhões do governo federal em programas sem efeitos


Estudo revela gasto de R$ 173 bilhões do governo federal em programas sem efeitos

Foto : Agência Brasil

Cento e setenta e três bilhões de reais foram gastos pelo governo federal em programas “sem efeito” desde 2003. A afirmação vem de um estudo inédito do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e foi divulgada hoje (22) pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o levantamento, de 20 projetos analisados, pelo menos quatro – PSI (Programa de Sustentação do Investimento), Profrota Pesqueira, desoneração da folha de pagamento e Prouca (Programa um Computador por Aluno) – não alcançaram objetivos como geração de emprego. O valor dos gastos nesse período é superior ao déficit primário do país em 2017: R$ 124 bilhões. (M1)