São Felipe BA: CMS realiza reunião de prestação de contas e apresentação de Plano pelo fim da Tuberculose


O CMS (Conselho Municipal de Saúde) realizou na manhã desta ultima quarta-feira (24/10), no auditório do STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais) de São Felipe, uma reunião para avaliar as contas do primeiro quadrimestre de 2018, da Secretaria Municipal de Saúde. Na oportunidade também foi apresentado o plano pelo fim da Tuberculose. Após uma ampla avaliação sobre as contas, o Conselho decidiu aprovar as contas com ressalvas.

Outros assuntos também foram discutidos pelos integrantes do Conselho e representantes da Secretaria de Saúde, exemplo dos transportes, o deslocamento de veículos de uso de uma Secretaria para outra. O horário do transporte para a Policlínica de Santo Antônio de Jesus.

 






Má qualidade do sono está associada a aspectos depressivos


Má qualidade do sono está associada a aspectos depressivos

Agência Lusa

A má qualidade do sono está associada, em grande medida, a aspectos depressivos, disse à agência Lusa a especialista Marta Gonçalves, que participa no simpósio “Insônia: a perspectiva da Medicina do Sono”, em Coimbra, em Portugal. “É um sintoma muito comum em 80 a 90% das depressões haver insônia”, salientou a médica psiquiátrica, coordenadora da psiquiatria e medicina do sono do Hospital CUF do Porto, em Portugal, que vai participar no sábado no simpósio para falar sobre “Insônia, depressão e ansiedade – velhos problemas, novos desafios”. Segundo a especialista em medicina do sono, que citou estudos de 2010, 18% da população de Portugal sofre de insônia, sendo que a mais prevalente é a dificuldade em adormecer, e desse número 10% tomava medicamentos para dormir, “o que é preocupante”. Um estudo mais recente em população adulta, com base numa amostra da região do grande Porto, concluiu “que 30% de jovens adultos com 21 anos têm má qualidade de sono e 15,6% tinham sintomas depressivos”.

“Nesse grupo, 23,5% dormem menos de sete horas, que é o mínimo indicado de sono aos 21 anos (entre sete a nove horas)”, explicou.

Para Marta Gonçalves, a insônia “é um sintoma comum associado a outros sintomas depressivos, mesmo que muitas vezes os outros não sejam tão evidentes e apareçam mascarados”.

“Temos de estar atentos, porque 40% das insônias têm esta causa, esta morbilidade psiquiátrica – quer a ansiedade quer a depressão podem estar ligadas”, sublinhou.

Em súmula, acrescentou, “a insônia pode ser um sintoma de ansiedade e depressão, de perturbações ansiosas e do humor”.

“Por outro lado, a insônia a longo prazo, em estudos longitudinais, aumenta o risco de depressão para mais do dobro”, frisou.

Outras causas possíveis de insônias estão relacionadas com a Síndrome do Apneia do Sono, da Síndrome de Pernas Inquietas, das alterações do ritmo circadiano e de várias outras doenças próprias da Medicina do Sono.

De acordo com Joaquim Moita, presidente da Associação Portuguesa do Sono (APS), citado num comunicado enviado à agência Lusa, a insônia é tratável, “embora, na maioria dos casos, não o seja de forma eficaz em Portugal pelo uso excessivo e inapropriado de benzodiazepinas, que provocam dependência, alterações cognitivas, comportamentais e demência precoce”. Com informações da Agência Lusa.


Estudo relaciona 12% das mortes por câncer de mama ao sedentarismo


Casos poderiam ter sido evitados com caminhadas de 30 minutos ao dia, cinco vezes por semana

Uma pesquisa publicada na revista Nature e que contou com a colaboração do Ministério da Saúde revela que uma em cada dez mortes em decorrência de câncer de mama no Brasil – cerca de 12% – poderiam ter sido evitadas com a prática de atividade física regular. De acordo com a pasta, os números mostram que, em 2015, 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas se as pacientes realizassem pelo menos uma caminhada de 30 minutos ao dia cinco vezes por semana.

Segundo o ministério, um dos fatores que causam o câncer de mama é o excesso de estrogênio no organismo, que pode levar à formação de mutações e carcinogênese estimulando a produção de radicais. A pasta destacou que a atividade física, por sua vez, diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação a hormonas sexuais, provocando uma redução de circulantes inflamatórios e aumentando as substâncias anti-inflamatórias.

Estados

Os números mostram que os estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos apresentaram as maiores taxas de óbitos de câncer de mama atribuível à inatividade física. O Rio de Janeiro aparece em primeiro lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo. Apesar de não aparecerem no topo da lista, estados do Norte e Nordeste, segundo a pasta, passam por uma transição de mortalidade, aumentando o número de óbitos por doenças crônicas e diminuindo as resultantes de outros tipos.

Atividade física

De acordo com o ministério, a pesquisa também chama atenção para o impacto de outros fatores de risco para o câncer de mama – 6,5% dos óbitos provocados pela doença são atribuídos ao uso de álcool, índice alto de massa corporal e dieta rica em açúcar. A pasta reforçou que a adoção de um estilo de vida saudável evitaria 39% das mortes por doenças crônicas, que respondem por 76% das causas de morte no Brasil.

“Se a saúde/doença da população brasileira continuar a tendência atual, com grande crescimento da doença crônica em adultos jovens, não haverá financiamento suficiente para o SUS, devido ao alto custo da doença crônica”, avaliou a diretora do departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fatima Marinho.

Números

Dados da última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2017 apontam que 13,9% das mulheres das capitais brasileiras são sedentárias. O número é maior entre as que têm mais idade, mas também entre as jovens de 18 a 24 anos (21%).

O estudo mostra ainda que 51,3% delas praticam atividade física de forma insuficiente – não alcançam o equivalente a pelo menos 150 minutos semanais de atividades de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividades de intensidade vigorosa.





Estudo revela que fone de ouvido pode levar à perda de audição em crianças


Estudo revela que fone de ouvido pode levar à perda de audição em crianças

Pesquisadores holandeses concluíram que o uso excessivo de fones de ouvidos pode causar a diminuição da capacidade auditiva da criançada. O estudo realizado na Universidade Erasmus, na Holanda, analisou dados de mais de 3 mil crianças entre 9 e 11 anos e concluíram que o uso de fones para ouvir músicas em dispositivos portáteis e com volume alto estava associado à perda de audição. Segundo o site da revista Crescer, para evitar esse tipo de problema, o otorrinolaringologista Gustavo Mury aconselha que as crianças não utilizem os equipamentos por mais de duas horas por dia, e que o volume seja reduzido se outras pessoas no mesmo cômodo escutarem o que está sendo transmitido no aparelho. “Caso a criança apresente dificuldade aparentemente sem motivo na escola, peça para que os outros repitam com frequência o que disseram e relate zumbidos no ouvido, é importante procurar um especialista”, afirma o especialista. (BN)