Nilo denuncia problemas financeiros da AL-BA; Coronel fala em ‘ponta de inveja’


O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSB), denunciou nesta terça-feira (30) que a Casa estaria passando por dificuldades financeiras. Em discurso com tom duro feito no plenário, ele disse que existe “clima de incerteza” na AL-BA, que servidores contratados via Reda serão demitidos e que os próprios deputados estaduais podem deixar de receber verba indenizatória a partir de novembro.

“Vários deputados, vários funcionários procuram informações e nem parlamentares da Mesa Diretora sabem a verdade da situação financeira da Assembleia Legislativa. Temos direito de saber a verdadeira situação financeira da Assembleia Legislativa da Bahia. Nenhum servidor pode ser demitido três meses antes e nem três meses depois da eleição. Verba indenizatória é lei aprovada nesta Casa”, defendeu Nilo.

Ele ainda alfinetou o fato de a Casa ter devolvido R$ 555 mil no ano passado, mas agora viver dificuldades financeiras. “Ano passado houve festa, deputados do governo e da oposição mostrando um cheque de R$ 555 mil, doado para uma instituição de caridade, porque a Assembleia teve superávit”, relembrou.

O presidente da AL-BA, Angelo Coronel (PSD), afirmou que o orçamento deste ano para a Casa está defasado e, por isso, vai precisar pedir suplementação ao governo do Estado para cobrir as despesas.

“O orçamento de 2018 foi aprovado há dois anos, praticamente sem reajuste em relação a 2017. Surgiram algumas despesas que não estavam no orçamento, como plano de cargos e salários, pagamento de indenização, o incêndio. Nossa equipe técnica está levantando os valores para pedir suplementação ao governo, via Secretaria da Fazenda”, afirmou.

Coronel ainda aproveitou para alfinetar o antecessor, ao relembrar que em sua gestão implementou o plano de cargos e salários para os funcionários, além de fazer acordo para não pagamento de uma dívida de R$ 1,2 bilhão.

“Saio da Casa com o coração tranquilo, porque consegui colocar o servidor para entrar de manhã e sair à tarde querendo voltar para cá com saudade. Tem pessoas que tiveram oportunidade de fazer e não fizeram e talvez fiquem com um pontinho de inveja, pois eu consegui fazer em menos de 2 anos e quem teve oportunidade não fez”, provocou. (Bahia Noticias)




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