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NOVO BRASIL Empreendimentos do Governo Federal beneficiam rotas turísticas e produtivas do Nordeste

Melhorias em oito instalações portuárias de suporte hidroviário foram destaques nas entregas do MInfra que beneficiaram a região. Na Bahia, desenvolvimento avança sobre os trilhos da Fiol

Região conhecida pelas belezas turísticas e pela pujante produção agroindustrial, o Nordeste brasileiro recebeu do Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, diversos investimentos para modernizar seus principais modos de transporte. Foram aportes de recursos que propiciaram melhoras em rodovias, aeroportos, portos e ferrovias, aumentando a conectividade da região com todo o país.

Confira aqui a apresentação do ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, sobre as entregas da pasta no primeiro semestre deste ano.

Uma das entregas de destaque na região em 2022 é a duplicação da Reta Tabajara, na BR-304/RN, atendendo às necessidades de melhorias, adequação e ampliação da capacidade de tráfego na estrada federal. Ali, os níveis de segurança foram aumentados, especialmente nas travessias urbanas, acessos e interseções, o que vai garantir melhor fluxo de veículos e reduzir os riscos durante a passagem de veículos e de pedestres.
Outro empreendimento relevante foi a duplicação e o encabeçamento da ponte sobre o Rio São Francisco, na BR-101/SE, corredor logístico da região fundamental ao turismo entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Bahia. A ampliação da rodovia buscou reduzir o tempo de viagem e o número de acidentes, além de facilitar o escoamento da produção agrícola de toda a região.

Em 2021, a conclusão da pavimentação de 77,6 quilômetros da BR-235/BA contribuiu para o turismo histórico e ecológico, já que a rodovia transversal atravessa os estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Bahia. A entrega da revitalização de 150 quilômetros na BR-343/PI, entre o povoado de Estaca Zero até o município de Floriano, fomenta também o desenvolvimento turístico na região, porque a rodovia faz a ligação de Teresina à região dos cerrados do sul do estado, onde se concentra o agronegócio no Piauí, atividade que vem crescendo constantemente e impulsionando a economia com a produção de grãos, especialmente a soja.
Já a ponte sobre o Rio Parnaíba, na BR-253/PI, em Santa Filomena, possibilitou a integração do Matopiba — região formada por áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — à Ferrovia Norte Sul, projetada para ser a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional, interligando as principais malhas ferroviárias das cinco regiões do Brasil. E, como retorno, vai permitir uma economia de 8% no valor do frete para o transporte de grãos até o Porto do Itaqui, no Maranhão.
Em 2020, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entregou 88,6 quilômetros de pista recuperada na BR-349, no estado da Bahia, que proporcionaram melhores condições de trafegabilidade na região. Ainda no início da gestão, em 2019, uma das principais obras no Nordeste foi o alargamento da BR-135/PI, no trecho de 140 quilômetros entre Eliseu Martins e Bom Jesus, que proporcionou mais conforto e segurança aos usuários da rodovia. A obra beneficia municípios produtores de soja, além de contribuir para a redução do número de acidentes.
Desenvolvimento sobre trilhos

No Nordeste do Brasil, o desenvolvimento também avança sobre trilhos. Em abril de 2021, o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) foi licitado com 76% das obras concluídas pela empresa Valec. A Bahia Mineração S/A (Bamin) assumiu a gestão do segmento, entre Ilhéus (BA) e Caetité (BA), e deve investir R$ 3,3 bilhões nos 537,2 quilômetros de extensão da ferrovia ao longo de 35 anos de contrato. A expectativa é que a Fiol 1 comece a operar em 2025, transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga: volume que deve subir para 50 milhões de toneladas até 2035.
Em 2022, avançam as obras da Fiol II, entre Caetité e Barreiras (BA). Neste mês, os trabalhos coordenados pela Valec atingiram a marca de 55% de execução: 100 dos 485,4 quilômetros da ferrovia já foram lançados. Os segmentos que mais avançaram são os chamados lotes 5 (65% de execução) e 7 (70,6% concluído), com trabalho adiantado especialmente na região de Barreiras. Hoje, as obras da Fiol II geram mil empregos diretos e 2 mil indiretos. Trecho de 18 quilômetros do lote 6 têm andamento graças a uma parceria firmada com o Exército Brasileiro: os integrantes do Batalhão Ferroviário passam por processo de transferência de conhecimento junto à Valec para contribuírem com a expansão da ferrovia, após a corporação ficar 20 anos afastada desse tipo de serviço.
Instalações portuárias

No setor portuário, a entrega do terminal de passageiros do Porto de Maceió (AL) impulsionou o turismo de cruzeiros marítimos na cidade. O empreendimento agora conta com mezanino, elevador, espaço de atendimento médico, sistema de climatização, banheiros, sala de apoio, sala de administração, cozinha e área no pavimento térreo para a recepção de turistas.

 

As melhorias em oito instalações portuárias de suporte hidroviário — de Canárias e de Barreiras, em Araioses (MA); de Caburé, em Barreirinhas (MA); de São José dos Leites/Lago de Areia, em Palmeirândia (MA); de Cateauá, em Porto Rico do Maranhão (MA); e de Uruçuí (PI), Cururupu (MA) e Guimarães (MA) — são importantes principalmente para a população local, que utiliza a via fluvial para o acesso a bens e serviços essenciais. Ao garantirem a segurança nas operações de embarque e desembarque, as obras realizadas nas instalações portuárias proporcionam também mais dignidade nas atividades rotineiras das comunidades ribeirinhas.

 

Aviação turbinada

Em 2019, o novo aeroporto de Vitória da Conquista foi inaugurado pelo Governo Federal — um investimento essencial à conectividade do estado da Bahia. A estrutura do aeródromo incluiu pátio para aeronaves, taxiway, rampa de equipamentos, subestação de energia, balizamento noturno, acessos viários internos e seção contra incêndio. A área total do terminal de passageiros é de 3,5 mil metros quadrados.

 

O investimento de R$100 milhões deixou o Aeroporto Internacional de Fortaleza Pinto Martins apto a receber voos intercontinentais. Com as obras, o terminal poderá receber voos diretos de outros continentes de forma eficiente e com total segurança. Os aviões terão condições de decolar com mais peso, seja por transportarem carga maior ou estarem abastecidos com mais combustível, o que amplia a autonomia dos voos. Fatores que estimulam o desenvolvimento econômico, a partir do turismo doméstico e internacional e ainda pelo incremento na logística nacional de transportes.
Leiloados em abril de 2021 durante a Infra Week, junto com aeroportos do Centro-Oeste, os terminais aéreos de São Luís (MA), Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE) terão suas infraestrutura e capacidade operacional transformadas ao receberem, ao longo das próximas três décadas, investimentos que somam R$ 1,8 bilhão. No primeiro semestre deste ano, o Grupo CCR, que arrematou esse lote, assumiu a gestão desses terminais aéreos, iniciando os investimentos que vão resultar na modernização das estruturas.

Para mais informações sobre o balanço do MInfra, acesse o link.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério da Infraestrutura

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