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Pastor é condenado a 18 anos de prisão por incitar crimes contra judeus

A Justiça Federal condenou o pastor Tupirani da Hora Lores a 18 anos e 6 meses de reclusão e 814 dias

A Justiça Federal condenou o pastor Tupirani da Hora Lores a 18 anos e 6 meses de reclusão e 814 dias-multa por praticar, induzir ou incitar a discriminação contra pessoas judiais ou israelitas por meio de publicações de vídeos e mensagens nas redes sociais. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (30), pela juíza Valeria Caldi Magalhães, da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O pastor da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo foi preso durante a Operação Rofésh, da Polícia Federal (PF), em fevereiro deste ano. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele é conhecido por promover discursos de ódio contra a população judaica e já havia sido alvo da Operação Shalon, deflagrada em março do ano passado. Investigações revelam que o pastor promoveu ataques ao judes e membros de outras religiões.

Em um dos cultos, Tupirani pediu que Deus massacrasse os judeus, os humilhasse, e que eles ainda fossem envergonhados, “como na Segunda Guerra, e não tenham forças para levantar suas servis”. Em outro trecho, o pastor declarou que os judeus “saíram às nações para compartilhar das suas heranças em benefício próprio, deitaram com as prostitutas, Senhor. Fizeram alianças, serviram ao mal e desejaram se alimentar com as bolotas e alfarrobas dos porcos, Deus. Porquanto, ficaram sem nada”, disse.

Em 2009, Tupirani se tornou a primeira pessoa condenada por intolerância religiosa no Brasil. Quatro anos depois, ele e outros fiéis da denominação religiosa foram presos por racismo, homofobia e xenofobia.

A igreja, sediada no Rio de Janeiro, é conhecida por espalhar pela cidade cartazes com a inscrição “Bíblia sim, Constituição não”. O caso foi denunciado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ).“A condenação acontece porque houve a coragem de denunciar atos criminosos e a FIERJ não poderia, de modo algum, ter se calado. Registramos que a decisão tem, também, um viés educativo, pois não podemos aceitar a banalização da violência nos discursos de ódio. Confiamos na Justiça, sempre!”, afirmou Alberto David Klein, presidente da FIERJ, por meio de nota.(Bahia Notícias)

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